• Kátia Abreu critica volume e taxa de juros do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018

    Para a senadora, crescimento de 13,4% do PIB Agropecuário é resultado do “extraordinário” Plano Agrícola da safra passada

    O volume de recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, lançado pelo governo federal nesta quarta-feira (7), é 6% inferior ao do ano passado, quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – então chefiado pela senadora Kátia Abreu – lançou R$ 202,8 bilhões em crédito para o setor.

    Kátia Abreu subiu à tribuna do Senado nesta tarde para criticar a taxa de juros e a retração do volume de recursos do próximo Plano Agrícola e Pecuário, que terá início em 1º de julho deste ano e se estenderá até 30 de junho de 2018.
    O recurso ofertado pelo atual governo é de R$ 190,25 bilhões, 6% inferior ao da safra 2016/2017, quando o Ministério da Agricultura lançou o maior Plano Agrícola da história do país.

    Para a senadora, o crescimento de 13,4% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário neste trimestre é resultado do trabalho dos produtores rurais aliado ao Plano Agrícola “extraordinário” ofertado pelo governo Dilma Rousseff no ano passado.
    “Eu tenho muito orgulho de dizer que fui responsável, modestamente, com o Governo da Presidente Dilma, pelos dois anteriores Planos Safra. Essa supersafra de agora é a consequência do esforço dos produtores e do Plano Safra extraordinário que foi dado aos agricultores do Brasil, com juros muito compatíveis, comparando a Selic e comparando a inflação da época”, explicou.

    Taxa de juros
    A taxa de juros das operações do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 caiu apenas entre um e dois pontos percentuais na comparação com a safra atual, mesmo diante da trajetória de queda da Selic nos últimos meses.

    Kátia Abreu lembrou que, na época do lançamento do plano 2016/2017, a Selic era de 14,15% e a inflação estava em 8,84%. Ainda assim, os juros das operações agrícolas ficaram entre 8,5% a 9,5%. “Isso significa que nós tínhamos um juro real muito baixo, por isso a supersafra saiu. Não há segredo: juntou tecnologia, inovação, aplicação no solo e um bom plano safra, não há como dar errado”.

    A senadora alertou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre a importância de se ofertar crédito acessível à agropecuária – setor que tem sido a locomotora da economia brasileira, responsável pelo crescimento positivo do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2017.

    “Quero dizer ao Ministro Henrique Meirelles que o mercado da cidade pode dar muito dinheiro, mas o mercado do campo dá muito mais. Por gentileza, ajude o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a fazer outra supersafra, como a Presidente Dilma permitiu que eu fizesse, quando deu aos agricultores aquilo que eles precisavam para plantar”.

    Kátia Abreu destacou que o ministro Blairo Maggi tem “toda a competência e prestígio para fazer o plano safra”, mas precisa de forte apoio da equipe econômica. “Se no ano que vem a agricultura não der a resposta que deu esse ano, não reclamem dos agricultores do país, reclamem do Ministério da Fazenda e do Governo”, disse.

    Assista ao pronunciamento da senadora Kátia Abreu:

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

  • Julgamento do Impeachment: senadora diz que não houve empréstimo no Plano Safra

    Kátia Abreu apresentou questão de ordem durante sessão desta quinta-feira

    O atraso no pagamento de subsídios do Plano Safra não configura operação de crédito. O argumento foi apresentado nesta quinta-feira (25) pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) durante julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    “Reitero, obstinadamente, que não houve empréstimos no caso do Plano Safra. Houve um volume maior, porque, na verdade, a Presidente da República fez um bem aos produtores rurais. Ela aumentou enormemente o subsídio para os agricultores pequenos, médios e grandes”, afirmou Kátia Abreu durante sessão do Senado. “Nós aumentamos o volume pago porque a agricultura brasileira precisava desses aumentos de subvenção”, completou.

    A senadora lembrou que o Ministério Público Federal concluiu, no mês passado, que os atrasos da União no repasse de verbas aos bancos não configuram crime.

    “Obstinadamente, reiterarei essa palavra quantas vezes necessário for, quantas vezes o regimento me permitir: não há que se falar em operação de crédito, já que o Tesouro deve aos bancos a diferença da taxa, e não ao mutuário”, explicou.

    Diante da reclamação da acusação de que os parlamentares contra o impeachment estavam “procrastinando” a sessão, Kátia Abreu afirmou que, na verdade, trata-se de “obstinação”.

    “É um direito que todos nós temos quando acreditamos em alguma coisa, quando acreditamos numa tese. Quero lembrar a todos que nós temos julgamentos em vários lugares do país e do mundo que podem durar até quatro dias, tudo obedecendo rigorosamente ao Regimento Interno”.

    Assista à fala da senadora durante o julgamento:

     

    Foto: Jefferson Judy/Agência Senado