• Em Pequim, Kátia Abreu discute investimentos no Matopiba com embaixador

    Senadora destacou necessidade de ampliar a classe média rural e investir em infraestrutura na região

    Em viagem oficial a Pequim, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) se reuniu nesta quarta-feira (30) com o embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva, para discutir investimentos no Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A parlamentar está no país asiático a convite da Universidade de Pequim para falar sobre o potencial agropecuário da região.

    Recebida na residência oficial da embaixada brasileira em Pequim, a senadora mostrou ao embaixador o Plano Diretor para Desenvolvimento Regional do Matopiba, projeto que fornece diretrizes até 2035 para que a região se torne referência mundial em desenvolvimento agropecuário combinado com avanços sociais em educação, saúde e infraestrutura básica.

    “O desenvolvimento do Matopiba deve ser sustentado por fundos de investimento e pela iniciativa privada, entes que estão cada dia mais interessados no Matopiba devido ao nosso enorme potencial em produção de alimentos”, afirmou a senadora.

    Kátia Abreu destacou as ações privadas e públicas previstas que impulsionarão o desenvolvimento local. Entre elas, o Eco Porto de Praia Norte, a Zona Especial de Negócios (ZEN), a indústria da Granol e o Terminal da VLI de Luzimangues – as duas últimas em Porto Nacional.

    De acordo com o Plano Diretor, são estimados de R$ 29 bilhões a R$ 66 bilhões em investimentos em infraestrutura e logística, educação e serviços básicos.

    Entre as ações necessárias, está a ampliação das áreas irrigadas no Matopiba, que atualmente tem 6 milhões de hectares com potencial para a atividade. “A irrigação diminui o risco climático das lavouras, reduz a oscilação de preço ao consumidor e favorece a rotação de culturas. Sem falar na geração de renda. Cada hectare irrigado gera 1,5 empregos diretos e indiretos”, explicou a senadora.

    Desenvolvimento social
    Kátia Abreu afirmou ainda que o desenvolvimento do Matopiba deve ter foco na ampliação e fortalecimento da classe média rural, a fim de melhorar a renda, o emprego e a qualificação profissional dos produtores locais. “Vamos estimular a independência financeira dos nossos agricultores porque não podemos mais conviver com ilhas de prosperidade no campo. Todos devem ser incluídos na riqueza do agro”, afirmou.

    Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

  • Kátia Abreu vai à China para falar sobre potencial agropecuário do Matopiba

    Senadora está no país asiático a convite da Universidade de Pequim

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) chegou a Pequim, capital da China, nesta segunda-feira (28) para participar do Fórum Desafio Brasil + China 2017, a convite da Universidade de Pequim. A parlamentar fará uma palestra sobre o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que desperta grande interesse dos asiáticos devido ao alto potencial de produção de alimentos.

    Kátia Abreu falará à plateia de empresários e agentes públicos chineses sobre a logística do agronegócio e do comércio no Matopiba. Os estados da região – que hoje respondem por 9,4% de toda a safra de grãos brasileira – aumentaram em 382% a produção nos últimos 25 anos, com crescimento acumulado de 45% apenas nas últimas três safras.

    O fórum ocorrerá dias 1º e 2 de setembro, na Universidade de Pequim. Além de Kátia Abreu, também deverão participar outros parlamentares brasileiros, além de economistas, professores, líderes políticos, servidores, sociedade civil e empresários de ambos os países.

    Programação
    Na terça-feira (29), a senadora se reunirá com representantes da Universidade de Pequim e da Fundação Getúlio Vargas, instituição que apoia a organização do fórum. O evento visa a construir uma nova agenda de desenvolvimento para o Brasil e identificar iniciativas de sucesso em setores chave, como agronegócio, educação e tecnologia.

    Kátia Abreu se reunirá na quarta-feira (30) com o embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru de Paiva. O Fórum Desafio Brasil + China 2017 ocorrerá nos dias 1º e 2 de setembro.

    No sábado (2), a senadora seguirá para Shangai, onde tratará sobre o potencial de investimento no Matopiba com a cônsul-geral Ana Cândida Perez.

  • Kátia Abreu e prefeitos do Tocantins discutem andamento do Prodoeste com o BID

    Projeto prevê empréstimo de US$ 99 milhões para irrigar 26 mil hectares no estado

    Em audiência com o novo representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Hugo Florez Timoran, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) e prefeitos do Vale do Araguaia discutiram o andamento do Prodoeste, Programa de Desenvolvimento da Região Sudoeste do Tocantins que prevê empréstimo de US$ 99 milhões para irrigar 26 mil hectares no estado.

    A senadora e os prefeitos eleitos Nelson Alves Moreira (Lagoa da Confusão), Valdeni Carvalho (Dueré), Valdemir Oliveira Barros (Pium) e Cleiton Cantuário Brito (Cristalândia) solicitaram a reunião para saber sobre o andamento do projeto, cujo atraso no cronograma de execução preocupa os gestores. Também participou o Secretário de Irrigação do Ministério da Integração Nacional, Ricardo Santa Ritta.

    Hugo Florez Timoran informou que uma missão técnica do banco, vinda dos Estados Unidos e do Uruguai, visitará o Tocantins para elaborar um relatório detalhado do andamento do Prodoeste, apontando avanços e dificuldades. O projeto foi celebrado em 2012 entre o BID e o governo do Tocantins. Na época, previa vigência até 2017, mas devido aos atrasos foi prorrogado para 2019.

    Kátia Abreu destacou que o Tocantins tem 4 milhões de hectares de terras aptas para irrigação, porém atualmente há menos de 200 mil hectares irrigados no estado. “É a maior área irrigável contínua do mundo. Temos que acelerar esse projeto”, disse. Do total de US$ 165 milhões previstos em investimento, US$ 99 milhões serão financiados pelo BID e o restante caberá ao estado.

    “O Prodoeste é importantíssimo para a região não apenas pela sua grandiosidade, mas também porque será uma vitrine de atração de outros investimentos. Significa muito mais do que os 26 mil hectares. Será um chamariz para o mundo todo”, afirmou a senadora. “Esse projeto tem necessidade extrema de se realizar porque pode alavancar dez vezes mais hectares do que sua abrangência original. O governo do estado precisa estar atento e procurar ajuda da bancada federal no Congresso para realizá-lo caso encontre dificuldade”, completou.

    Investimento privado no Matopiba
    Durante a reunião, a senadora acertou com o representante do BID a realização de um seminário, em fevereiro, para apresentação do potencial agropecuário do Matopiba (região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) a investidores privados e gestores do BID.

    No seminário – que será sediado por uma das quatro cidades (Lagoa da Confusão, Dueré, Pium e Cristalândia) – Kátia Abreu detalhará estudos sobre o Matopiba, última fronteira agrícola em expansão do mundo. Já o BID apresentará as possibilidades de financiamento privado direto entre o banco e empresas agropecuárias.

    Também serão convidados o Ministério da Integração Nacional, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade de São Paulo (USP) e a The Boston Consulting Group (BCG) – empresa que elaborou diretrizes até 2035 para que o Matopiba se torne referência mundial em desenvolvimento acelerado do agronegócio, avanços sociais e infraestrutura.

    Após o seminário, que será organizado pela senadora em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (Faet) e com o Sebrae Tocantins, o BID se prontificou a fazer workshop internacionais para promover a região e atrair investidores de outras partes do mundo.

    Prodoeste
    O programa, celebrado em 2012 entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o estado do Tocantins, prevê US$ 99 milhões em empréstimo para melhorar as instalações hídricas da região sudoeste e desenvolver infraestrutura de irrigação com o objetivo de impulsionar a agroindústria, gerar cerca de 10 mil novos empregos permanentes e elevar a renda da população local.

    A fim de encorajar o desenvolvimento agrícola por meio do acesso à irrigação, o programa irá construir um reservatório com capacidade de 179 milhões de metros cúbicos para o fluxo regular e pequenas barragens para aumentar o nível de água dos rios Pium e Riozinho, o que será complementado por um sistema de canais e uma estação de bombas construídas por produtores agrícolas.

    O programa busca também melhorar os serviços de água e saneamento para as 14 mil pessoas que vivem nos municípios de Pium, Lagoa da Confusão, e Cristalândia. Até o quinto ano do projeto, estima-se que 90% da população desses municípios terá acesso a água potável; mais do que os 38% de hoje. Também é esperado que 90% da população tenha acesso ao sistema de esgoto, que hoje é pouco mais de 1%.

  • “Matopiba não depende da vontade de nenhum governo”, diz Kátia Abreu

    Senadora lamentou extinção do Departamento do Matopiba na estrutura do Ministério da Agricultura

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) subiu à tribuna do Senado nesta quarta-feira (19) para falar sobre o potencial produtivo do Matopiba, região que, segundo ela, dará exemplo de desenvolvimento sustentável ao restante do país. Ela também lamentou a decisão do governo federal de extinguir o Departamento de Desenvolvimento Regional Agropecuário do Matopiba, criado durante sua gestão à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    “O ministério achou por bem desfazer esse espaço que havia para dar atenção especial aos quatro estados, mas o Matopiba não depende mais da vontade de um governador, de um governo federal, de um ministério. O Matopiba é uma realidade que não volta mais atrás. Os empresários decidiram que o Matopiba é o lugar, é a última fronteira agrícola do país. E eu tenho muito orgulho de o Estado do Tocantins, o meu Estado, estar inserido nesse processo”, afirmou Kátia Abreu em plenário.

    O departamento, que visava dar prioridade e agilidade às demandas da região, foi extinto pelo presidente Michel Temer – por meio do decreto 8.852, de 20 de setembro – e entrou em vigor nesta terça-feira (18). Entre as atribuições do departamento, estavam o desenvolvimento de infraestrutura logística, o apoio à inovação e a ampliação da classe média rural.

    “Apesar de alguns contras, a grande maioria é a favor do Tocantins, do Maranhão, do Piauí, da Bahia, do nosso Matopiba, e nós vamos desenvolvê-lo, porque a população quer e precisa disso. Nós vamos reverter esse IDH vergonhoso que temos no Matopiba e igualá-lo à média nacional, produzindo, trabalhando e preservando o meio ambiente, respeitando as nossas comunidades. E vamos ser um exemplo, mais uma vez, para o mundo”, completou a senadora.

    Assista à íntegra do pronunciamento da senadora:

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

  • Ações no MAPA 2015: Agronegócio mais fortalecido

    Os últimos meses aqui no Ministério da Agricultura foram de um trabalho intenso, mas com o fim do ano chegando, acredito que posso dizer que o saldo está sendo positivo, especialmente no mês de novembro. Foram várias reuniões, encontros, viagens e conversas com o objetivo de melhorar o cenário da agropecuária brasileira e alavancar a colaboração que este setor pode oferecer ao Brasil. Vencemos barreiras, abrimos mercados e recuperamos relações comerciais que estiveram interrompidas por muitos anos.

    Dois projetos, especialmente, me são muito queridos e demonstram o compromisso de toda a equipe em cumprir nossos objetivos. O primeiro é resultado de uma parceria entre o MAPA e o Ministério do Planejamento, que tem o objetivo de modernizar a gestão do poder público brasileiro. Já falei diversas vezes que a burocracia tem sua função, mas não pode ser utilizada como desculpa para a morosidade nos processos administrativos e a adesão do MAPA no Processo Eletrônico Nacional é um marco do qual me orgulho.

    O Sistema Eletrônico de Informações – SEI, é uma iniciativa que está sendo implementada em 57 órgãos e no MPOG já diminuiu em 46%, aproximadamente R$ 2,2 milhões, os custos administrativos, além de reduzir de 77 para 31 dias a tramitação de processos. Aqui no MAPA a parceria já economizou R$ 6 milhões apenas na fase de desenvolvimento e instalação, por não ser necessária a contratação de empresa prestadora destes serviços.

    O desenvolvimento do Matopiba é outro projeto que me é muito caro, por ter enorme potencial de revolução social no Tocantins, estado que ofereceu tantas oportunidades na minha vida profissional e que permitiu que eu pudesse criar minha família com tranquilidade. A região do Matopiba tem mais de 200 mil famílias de agricultores em situação de extrema pobreza, mesmo com muita terra para plantar. Com a colaboração da Universidade Federal do Tocantins – UFT, a iniciativa privada e o governo federal – representado pelo MAPA, acredito que podemos transformar positivamente a região, fortalecendo a pesca e as comunidades tradicionais que ali vivem. Uma das premissas de qualquer projeto que envolva o Matopiba é que as pessoas que são da região tenham condições de melhorar de vida e poder articular para que isso aconteça é uma das razões pelas quais decidi seguir uma carreira pública, anos atrás.

    Já na esfera econômica, é inegável que novembro foi um mês profícuo para o agronegócio. Os acordos comerciais celebrados com mercados internacionais trazem o reforço que o atual momento econômico precisa. China, Índia, Arábia Saudita Estados Unidos e México são apenas alguns países que possuem alimento brasileiro nas prateleiras de seus supermercados e nas bancas das feiras. Além de commodities, estamos negociando exportação de produtos processados, o que pode aumentar o valor recebido pelo agricultor brasileiro.

    A caminhada é árdua e nem sempre tranquila, mas com o esforço de todos nós, continuamos andando para a frente. A minha confiança em apresentar a agropecuária brasileira vem do suporte de todos vocês, que fazem o melhor e me dão o apoio necessário para, com confiança, seguir em busca de melhores oportunidades para todos os brasileiros. Vamos em frente.