• Dinheiro do Compra Direta vai dobrar em 2017: R$ 26 milhões para os pequenos produtores rurais

    Senadora Kátia Abreu reuniu-se com ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o secretário nacional de Segurança Alimentar, Caio Rocha, para discutor assuntos de interesse da população do Tocantins

    Em reunião no Ministério do Desenvolvimento Social, na tarde desta terça, 14, a senadora Kátia Abreu recebeu do Secretário Nacional de Segurança Alimentar, Caio Rocha, a informação de que o Ministério vai destinar em 2017 o montante de R$ 26,9 milhões para o Programa Compra Direta no Estado.

    O valor é o dobro dos R$ 12,9 milhões liberados no ano passado, que atendeu a 7.292 produtores rurais. “Se dobrou o valor dos recursos, vai dobrar também o número de produtores beneficiados”, disse a parlamentar, que ressaltou ainda a importância dos recursos para os pequenos produtores da agricultura familiar.

    Kátia Abreu pretende realizar em abril um grande seminário no Estado para capacitar prefeitos e gestores para adesão ao Compra Direta. “Há muita dificuldade dos prefeitos e nós vamos fazer um treinamento com técnicos especializados para ajuda-los a se beneficiarem do programa”, disse a parlamentar.

    FOTO 2 - SECRETARIO CAIO ROCHA - COMPRA DIRETACriança Feliz
    A senadora Kátia Abreu também esteve no Ministério do Desenvolvimento Social fazendo gestões sobre demandas de interesse do Tocantins. Do ministro Osmar Terra recebeu a garantia de que no Tocantins nove mil famílias de 43 municípios serão beneficiadas com o Programa Criança Feliz, do governo federal.

    O programa tem a finalidade de levar técnicos capacitados às casas das famílias para mostrar aos pais a maneira correta de estimular o desenvolvimento dos filhos. Os objetivos diretos, dentre outros, são promover o desenvolvimento infantil integral, apoiar a gestante e a família, cuidar da criança em situação de vulnerabilidade até os seis anos de idade e facilitar o acesso das família atendidas às políticas e serviços públicos.

    A senadora Kátia Abreu também discutiu com o ministro Osmar Terra as demandas de pagamentos de parcelas dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e outros investimentos sociais previstos para o Estado.

    Foto 1 – Senadora Katia Abreu e o ministro Osmar Terra e Secretário Caio Rocha
    Foto 2 – Senadora Katia Abreu e o secretário Caio Rocha.

    Fotos: Diego Araujo Silva

  • Artigo: À mesa, com ou sem Trump

    Leia a íntegra do artigo da senadora Kátia Abreu publicado na Folha de S. Paulo de 13 de março

    “Profundas mudanças na ordem internacional estão em curso, e a ascensão de Donald Trump nos Estados Unidos, antes de ser causa, é consequência dessas transformações.

    Entre os americanos, muitos estão insatisfeitos com o modelo de economia globalizada, no qual empresas decidem onde querem produzir. É por isso que várias das promessas do novo presidente vêm sendo diligentemente cumpridas. No entanto, o que soa catastrófico para alguns pode ser, para outros, uma imperdível oportunidade.

    Exemplo disso é a saída dos EUA da Parceria Transpacífico (TPP). Sem participar do bloco, o Brasil estava na iminência de perder espaço em mercados importantes. Com os EUA fora, temos possibilidade de incrementar nossas exportações para os países do pacífico e de negociar acordos comerciais com economias como Japão e Coreia do Sul.

    É necessário, contudo, que os exportadores brasileiros estejam preparados para voltar à mesa e ocupar o espaço aberto a produtos nos quais somos competitivos, como os agropecuários.

    Não podemos achar que “ganhamos tempo” com esse abalo da TPP. Precisamos agir com rapidez, porque logo os EUA passarão a negociar acordos bilaterais com países asiáticos, em substituição ao bloco.

    O movimento das placas tectônicas do comércio mundial provocado pela era Trump já afeta também a relação bilateral com o México e a China. Importantes parceiros dos EUA e também do Brasil, esses dois países terão de buscar alternativas para preencher a lacuna a ser aberta nas suas operações de comércio e investimentos, caso as promessas do atual líder norte-americano continuem sendo levadas a efeito.

    Mais uma vez, nosso país precisará estar pronto para aproveitar as oportunidades que surgirão à frente. Como? Vivemos tempos em que a informação é um dos bens mais preciosos para operações comerciais exitosas. Não dá mais para seguirmos apenas reagindo aos mercados, simplesmente vendendo para aqueles que nos procuram.

    A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), por exemplo, não pode continuar fazendo serviço braçal em pleno século 21; tem que pensar estrategicamente pelo agronegócio.

    Em 2015, durante minha gestão como ministra da Agricultura, dei início ao desenvolvimento de um sistema de inteligência econômica e comercial para o agronegócio.

    Ao conhecer o Departamento de Agricultura dos EUA, que conta com mais de 800 economistas PhDs dedicados exclusivamente a análises de tendências de mercado para os produtos agrícolas, percebi que o Brasil tinha capacidade e necessidade de estruturar algo semelhante.

    Os quadros técnicos do Ministério da Agricultura -incluindo as adidâncias agrícolas no exterior e as instituições vinculadas, como Conab, Embrapa e Inmet- contam com especialistas do mais alto nível que podem se dedicar ao trabalho de inteligência estratégica. Temos de usar de maneira mais eficaz as informações disponíveis.

    O peso das exportações do agronegócio brasileiro não pode ser negligenciado neste momento em que a economia busca se recuperar. Com Trump ou sem Trump, o trabalho de inteligência estratégica não deixará de ser prioridade para os EUA. Por lá, a pasta da agricultura tem o segundo maior orçamento do governo, perdendo somente para o setor de defesa e segurança.

    Está claro que os EUA irão rever todos os seus acordos comerciais para beneficiar os norte-americanos -aliás, foi exatamente isso o que disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em recente entrevista. Eles têm dados e informações para negociar. E o Brasil, com o que se sentará à mesa?

    KÁTIA ABREU, agropecuarista, é senadora (PMDB – TO). Foi ministra da Agricultura (governo Dilma Rousseff)”

  • Aumento da safra e acesso a crédito rural trazem boas perspectivas para o PIB Agro 2015

    Mais uma vez o agronegócio brasileiro tem mostrado que é uma das forças motrizes do país. O 4° levantamento de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) nesta quinta-feira, 09/01/2015, mostrou um aumento de 4,5% na safra de 2014/2015. São 8,75 milhões de toneladas a mais que o registrado no período anterior. A cultura de soja tem destaque com aumento de 11,5% na produção, apesar das condições climáticas adversas, embora seja importante ressaltar que o total de área de plantio de grãos aumentou aproximadamente 766 mil hectares. Esse incremento no total da área produtiva nacional representa a confiança do agricultor no cenário para o agronegócio brasileiro.

    Outra boa novidade para o ano agrícola de 2014/2015 é que as operações de crédito nos primeiros seis meses do período já são recordes para o período. Os agricultores familiares, por exemplo, obtiveram créditos para investir em tratores, colheitadeiras, sistemas de armazenagem, recuperação de pastagens e ações de preservação ambiental. As mulheres agricultoras fizeram mais de 306 mil contratos para investimento em atividades agrícolas.

    Esses dados mostram que o PIB Agro de 2015 tem chances de ser melhor que o de 2014. Os produtores possuem acesso ao crédito, a demanda por alimentação é grande e não fica restrita aos limites do país. A Ministra Kátia Abreu deixou claro que será grande o esforço do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para agilizar ações estruturais com outros órgãos do governo e manter a situação positiva para o agronegócio.