• Kátia Abreu: candidatos devem fugir da corrupção e da má gestão, não da política

    Senadora criticou “oportunismo” e “demagogia” de alguns concorrentes que negam ser políticos

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) classificou como “demagogo” e “oportunista” o discurso adotado por alguns candidatos que negam ser políticos, mas sim gestores ou empresários. Durante pronunciamento no plenário do Senado, nesta quinta-feira (6), ela também falou da importância de ser aprovar a reforma política.

    “Esse é um discurso falso, oportunista, demagogo, que destrói a democracia. Digo para o povo do meu Tocantins e do Brasil que tenho orgulho em ser política. Eu tenho quase vinte anos de vida pública e não tenho nenhuma acusação de corrupção em toda a minha carreira. Adoro ser política porque eu penso que, por meio da política, você pode transformar a vida das pessoas para o melhor”, afirmou a parlamentar.

    Para ser um bom político, destacou a senadora, não é necessário ser empresário e gestor, mas sim ser ético, honesto e humano. “É como se empresários fossem a Santa Sé e, entre os políticos, só houvesse bandidos. Não. Temos sim bandidos na política e no empresariado”, disse.

    “Temos que separar as coisas e parar de enganar as pessoas. O novo não é fugir da política. O novo é fugir da ladroagem, da corrupção e da má gestão de recursos públicos. É saber eleger prioridade, como um pai que nega um tênis novo para um filho porque tem que comprar os óculos de grau para o outro”, comparou.

    Kátia Abreu citou alguns exemplos de candidatos que saíram vitoriosos das urnas negando ser políticos, como o prefeito eleito de São Paulo, João Dória, e de Palmas, Carlos Amastha. “Entrou, candidatou: é político”, disse a senadora.

    “O candidato que venceu em Palmas tem esse discurso: ‘Não sou político, eu sou gestor’. Então, ele nega a classe política. E nós todos sabemos que nenhum mudança significativa, em termos de legislação, ocorre sem a política. Então, quem se afasta da política dá espaço para os maus-caracteres entrarem para a política, para os oportunistas”, observou.

    Reforma política
    Kátia Abreu comemorou a disposição do Congresso em aprovar pontos importantes da reforma política, como o fim das coligações proporcionais e a criação da cláusula de barreira. A votação no Senado está prevista para 9 de novembro.

    “Nós vamos atender à demanda das ruas ao colocarmos fim às coligações proporcionais. Isso significa que ninguém vai aproveitar do voto alheio. Cada um vai ter que por a cara de fora e ter os seus votos”, explicou.

    A senadora disse ainda ser contrária ao voto obrigatório e lamentou a alta taxa de abstenção no primeiro turno das eleições municipais: mais de 25 milhões de pessoas não foram às urnas em todo o país, o que representa quase 18% do eleitorado.

    “A ausência nas urnas significa, de certa forma, uma insatisfação com a classe política, com o sistema político brasileiro, uma falta de interesse. O voto não-obrigatório faria com que os políticos tirassem mais rapidamente o pé do chão”, disse Kátia Abreu.

    Assista à íntegra do pronunciamento da senadora:

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

  • Reforma política na pauta do Senado nos enche de otimismo, diz Kátia Abreu

    Senadora afirmou que toda a sociedade cobra mudanças no processo eleitoral

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) disse nesta quarta-feira (5) que vai se envolver diretamente nas negociações para votação da Reforma Política. O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou que o fim das coligações proporcionais e a criação da cláusula de barreira serão colocados em pauta após o segundo turno das eleições municipais

    “Uma excelente notícia que nos entusiasma e desperta otimismo: a reforma política terá prioridade no Senado após o segundo turno das eleições! O presidente Renan Calheiros anunciou que votaremos em 9 de novembro o fim das coligações proporcionais e a criação da cláusula de barreira. Vou me envolver diretamente nas negociações para atender ao que o povo na rua deseja. Ninguém mais quer eleger quem pega carona no voto alheio!”, afirmou a senadora.

    Assista ao vídeo no qual a senadora explica as medidas:

    Foto: Divulgação

  • Kátia Abreu questiona presidente do BC sobre altas taxas de juros do cartão de crédito

    Senadora participou de audiência pública com Ilan Goldfajn na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) questionou nesta quarta-feira (4) o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, sobre as altas taxas de juros dos cartões de crédito, atualmente o maior fator de endividamento das famílias. Ela ainda cobrou redução da taxa básica de juros pelo BC a fim de garantir a competitividade externa da agropecuária e da indústria brasileiras.

    Kátia Abreu destacou que 58% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O cartão de crédito é o maior vilão e representa 76% dessas dívidas, seguido pelo carnê (14,8%) e pelo financiamento de carro (10,9%).

    “Se pudéssemos resolver essa taxa de juros do cartão de crédito, que é abusiva, melhoraríamos muito a questão do endividamento das famílias”, afirmou a senadora, que também questionou a diferença das taxas do cheque especial entre os bancos, que variam de 294% a 448%.

    “É uma diferença de 53% a taxa de um banco para outro só no cheque especial. Então, que mágica é essa? Nós estamos pagando pela incompetência de um banco ou outro? Aí alguém pode dizer: mas você tem a liberdade de abrir a conta onde quiser. Nem sempre. O cliente quer ter a sua agência bancária próximo de onde mora ou da sua empresa. Às vezes, até a própria empresa adota uma agência bancária e ele fica sem opção de escolha”, argumentou Kátia Abreu.

    Em resposta, Goldfajn afirmou que a questão das taxas dos cartões de crédito “está na agenda do BC” e destacou que a instituição visa transparência, portabilidade do crédito e educação financeira da sociedade.

    Exportações
    A senadora ainda chamou atenção para a taxa básica de juros (Selic), cuja definição é de responsabilidade do Banco Central. Para a parlamentar, a queda do Credit Swap Default (CDS) do Brasil aponta para a possibilidade de corte da Selic. Kátia Abreu destacou ainda que o recuo do Dólar frente ao Real prejudica as exportações do agronegócio e da indústria.

    “Uma das maneiras que vários países usaram no mundo todo para sair da crise foi justamente pela via das exportações. Agora, com o dólar nesse nível, é praticamente impossível”, disse Kátia Abreu. “Esse dólar baixo vai trazer consequências gravíssimas nas exportações do brasil, na geração possível de emprego e nas nossas reservas, no superávit no final do ano. É preciso tomar providências”.

    Assista à participação da senadora durante audiência da CAE:

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

  • Artigo: Crédito turbinado

    O jornal Folha de S. Paulo publicou nesta terça-feira (20) artigo assinado pela senadora Kátia Abreu que trata das novas fontes de financiamento do setor agrícola. Leia a íntegra abaixo:

    “Crédito Turbinado

    Kátia Abreu

    Ainda que o atual cenário político brasileiro não seja animador, os produtores rurais receberam neste mês a boa notícia de que estão disponíveis novas fontes de financiamento da produção. Entrou em vigor a lei nº 13.331/16, que moderniza a norma dos títulos do agronegócio e insere quatro dispositivos inéditos capazes de turbinar o crédito no campo.

    A nova lei, apresentada em forma de medida provisória quando estávamos à frente do Ministério da Agricultura, atende à demanda crescente do setor agropecuário por crédito. Entre os novos dispositivos, destaco a permissão para que os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) sejam indexados a moedas estrangeiras.

    Nos diversos países em que estive, vi que é enorme o interesse de investidores estrangeiros em financiar nosso agronegócio. Não para menos: é o único setor do país que une expansão de produção, ganhos de produtividade e crescente inserção internacional.

    Com as modificações na Lei dos Títulos do Agronegócio, os investidores internacionais agora fornecerão crédito sem correr riscos cambiais. Isso é bom para eles e é bom para a nossa agropecuária, já integrada aos mercados globais e, por isso, protegida de flutuações no câmbio. É um ganha-ganha.

    Conforme a nova legislação, os bancos cooperativos poderão, finalmente, aumentar seu apoio ao setor emitindo Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Essas instituições são grandes financiadoras dos agricultores: captam recursos e repassam às suas cooperativas singulares, as quais financiam cooperativas de produção e produtores.

    Para ter uma ideia, na safra 2015/16 foram emprestados, via LCAs, por todos os bancos, cerca de R$ 13,5 bilhões (8,2% do total de empréstimos do Sistema Nacional de Crédito Rural), comprovando a importância dessas letras como fonte de captação de crédito.

    O CDCA, títulos emitidos por cooperativas de produção e empresas do ramo com o objetivo de financiar o produtor, terá duas novas modalidades.

    A primeira permite que investidores não residentes no Brasil emitam esses certificados indexados a moedas estrangeiras. A segunda define quais títulos adquiridos por instituições financeiras serão considerados créditos rurais. Isso dará aos bancos comerciais autonomia para lançar outros títulos de crédito, tais como LCAs, lastreados em CDCAs. Hoje há cerca de R$ 1,5 bilhão captado dessa maneira.

    O CRA recebeu autorização semelhante, o que libera sua emissão indexada a moedas estrangeiras. Trata-se de título mais flexível, pois qualquer empresa que atue no agronegócio pode lançar mão dele, ao passo que o CDCA é direcionado a cooperativas e empresas de comercialização ou processamento.

    Por essa razão, o CRA ganhou mais amplitude e se transformou no maior instrumento de captação de recursos via mercado de capitais. Atualmente há cerca de R$ 12 bilhões registrados nesses certificados.

    O Ministério da Agricultura teve papel central no trabalho técnico e na articulação política dessa grande conquista. Colhemos à época as demandas do setor produtivo por diversificação de fontes de financiamento, elaboramos as minutas com o Banco Central e o Ministério da Fazenda, negociamos com a Frente Parlamentar da Agricultura e enviamos a medida provisória ao Congresso Nacional, que a promulgou sem alterações.

    Esperamos que a emissão de CDCAs e CRAs cresça exponencialmente diante dessas novas medidas.

    KÁTIA ABREU, 54, agropecuarista, é senadora (PMDB/TO) e presidente licenciada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Foi ministra da Agricultura (governo Dilma)”

    Foto: Reprodução

  • O Globo: Kátia Abreu, a ‘direitinha’ mais querida da esquerda

    Jornal O Globo publicou neste domingo (18) perfil da senadora Kátia Abreu. Veja a íntegra:

    Kátia Abreu, a ‘direitinha’ mais querida da esquerda

    Fidelidade à Dilma pode fazer senadora, representante de proprietários rurais, ser despejada do PMDB

    Mariana Sanches

    SÃO PAULO — “A situação está assim porque vocês são agnósticos, não são tementes a Deus. Eu estou com os joelhos em carne viva de tanto rezar”. Entre a provocação e a repreensão, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) circulava entre os ex-colegas de ministério do governo Dilma Rousseff, dias antes do julgamento da petista no Senado, tentando elevar o moral da tropa. Católica, de direita, representante dos grandes proprietários rurais, ela se tornara uma das principais defensoras do governo esquerdista. No dia do veredicto dos senadores, no plenário, interpelou cada um dos pares para pedir que votassem contra a cassação dos direitos políticos da ex-presidente. Vinha gestando o plano do fatiamento havia pelo menos um mês e, semanas antes da sessão final, conquistara o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, para a ideia.

    Sem a colaboração de Kátia, a equipe de defesa de Dilma admite que a tese teria poucas chances de prosperar. Usando como argumento um livro escrito pelo então jurista Michel Temer, ela foi fundamental para produzir o resultado em que Dilma perdeu a cadeira, mas não a possibilidade de se candidatar outra vez. E, contra si, consolidou a má vontade do agora presidente e de seus aliados, que tentam expulsá-la do partido.

    — Para gente que é petista, defender a Dilma ainda era mais fácil, o óbvio. E teve gente que não fez muito. Imagine o que é isso para ela, com a bagagem dela, o eleitorado dela. A Kátia entrou em uma disputa política em que só tinha a perder, e ela sabia disso — diz a ex-ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campello.

    Em meio a maior polarização política desde a redemocratização do país, a pecuarista ousou cruzar a linha entre direita e esquerda e vive agora uma situação política delicada. Despertou a ira de petistas quando foi indicada ao Ministério da Agricultura, em 2014. “Ousada” foi o adjetivo mais leve usado pelos correligionários para classificar a escolha da presidente. Kátia tinha feito sua carreira política apoiando candidatos tucanos, atacando o ex-presidente Lula na tribuna do Senado, contrariando as agendas dos movimentos sociais que apoiavam o PT. Em 2010, os petistas comemoraram quando ela foi acusada de crime eleitoral por arrecadação irregular de recursos. No ministério, atribui-se a ela não só a conquista de mercados externos para os produtos agrícolas brasileiros como a taxa zero de reforma agrária da gestão Dilma, que enfureceu o MST.

    O jogo virou quando, diante da debilidade política da presidente Dilma, os ruralistas decidiram pedir o impeachment da mandatária. Tanto a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), da qual Kátia é presidente afastada, quanto a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), para a qual ela era uma grande líder, embarcaram na tese do afastamento na primeira hora. E exigiram que Kátia deixasse o cargo.

    — Não dava. Quer dizer que quando servia aos interesses deles, era bom eu ser ministra. Quando mudaram de lado, eu tinha que abandonar a presidente? Popularidade vai e volta, mas dignidade não se recupera — defende-se a senadora, que passou a ser tachada pela CNA como inimiga do setor.

    Com uma ponta de ressentimento, ela afirma que a confederação chegou a presenteá-la com uma caneta Mont Blanc quando assumiu o ministério. Procurado pela reportagem, o presidente interino da CNA, João Martins, recusou-se a comentar o assunto. Em maio, Martins assinou uma circular enviada aos fazendeiros associados em que descartava a possibilidade de retorno de Kátia ao órgão. Martins tentava desmontar um boicote armado pelos ruralistas, que pretendiam dar calote na contribuição sindical que sustenta a instituição caso a presidência fosse reassumida pela senadora.

    ‘NÃO DÁ PARA NÃO PENSAR EM MACHISMO’

    Qualificada pelo ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner como “a direitinha mais querida da esquerda”, Kátia está às vésperas de um despejo político. Será julgada pela Comissão de Ética do PMDB e pode perder a filiação.

    — Que ética tem esse partido para julgar a minha? — dispara a senadora, que afirma que não fará “nenhuma força nem para ficar, nem para sair”.

    A punição máxima à senadora conta com o apoio de figuras de proa do partido. Boa parte do ministério de Temer é favorável à ela, incluindo o ex-governador do Rio Moreira Franco.

    — Minha motivação (em fazer o pedido de expulsão) é que ela não tem compromisso com o partido e a posição dela em defesa da Dilma só solidificou essa percepção — afirmou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, autor da ação contra a senadora.

    Geddel já disse que as ações de Kátia se justificam porque ela é “amiguinha” de Dilma, mas ao GLOBO evitou repetir a expressão para “não fazer intrigas”.

    Kátia rebate os argumentos de Geddel dizendo que ele, o senador Romero Jucá e o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, homens fortes de Temer hoje, não sofreram punição quando apoiaram o presidenciável Aécio Neves em detrimento da chapa Dilma-Temer.

    — Não dá para não pensar em machismo em relação a mim. Na política ainda existem muitos coronéis que adoram mandar em mulher — afirma Kátia, que já foi festejada pelas feministas por ter jogado uma taça de vinho no atual chanceler José Serra (PSDB-SP) em uma festa, depois que ele a chamou de “namoradeira”. — Serra acha que pode tudo, que é um ser especial, que merece aplausos.

    Bem-humorada e despachada, a ministra mantém em seu gabinete no Senado um Sansão, coelhinho de pelúcia usado pela personagem dos quadrinhos Mônica para bater nos inimigos. E fez questão de não tirar da parede o retrato da ex-presidente Dilma com a faixa presidencial. Retira a dramaticidade de suas circunstâncias, rechaçando que tenha cometido suicídio político. Nem de longe ela considera que vive o pior momento de sua vida.

    Goiana, Kátia nasceu em uma família de classe média baixa. Aos 20 anos já estava casada com um rapaz de origem humilde que, por meio de empréstimos bancários, comprou uma fazenda em um local que mais tarde comporia o estado do Tocantins. O marido comprava as primeiras cabeças de gado quando morreu em um acidente de avião. Deixou a viúva Kátia aos 25 anos, grávida de dois meses do terceiro filho do casal.

    — Eu era dona de casa, fazia sabão de banha, enchia linguiça, mas não sabia a diferença entre um boi e uma vaca. Todo mundo me recomendou vender a fazenda e abrir um “negócio de mulher”. Neguei, mudei com as crianças para a fazenda e fui aprender o trabalho com os peões. E me recusei a contratar um gerente. Se eu contratasse alguém, ele ia acabar mandando em mim — conta a senadora, que só voltou a se casar há um ano e meio, depois que seus filhos, todos batizados com nomes tupi-guarani, já eram adultos.

    — Filho dos outros não é todo mundo que aguenta — justifica-se.

    Como forma de tentar atenuar seu desgaste político, Kátia mergulhou na campanha eleitoral municipal em Tocantins. Na última semana, percorreu 20 cidades em quatro dias. Nega que tenha sido hostilizada em algum desses eventos, apesar do ambiente pouco simpático a ela. O estado é marcadamente ruralista e muito pouco simpático ao PT.

    — O reduto político dela é do agronegócio, a insatisfação é enorme. Por dedução matemática e política, se a eleição fosse hoje, ela não se reelegeria. Mas o tempo passa — afirma o deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura.

    RECONSTRUÇÃO DA BASE ELEITORAL

    Kátia tem mandato até 2023. Até lá, terá um certo tempo para reconstruir sua base eleitoral e para encontrar uma nova legenda que a abrigue, caso a expulsão do PMDB se confirme. Lideranças do PT reconhecem reservadamente que seria constrangedor filiá-la. Tampouco o PSDB se mostrou simpático à ideia. Mais provável é que Kátia migre para o PR ou o PSD. Ela, no entanto, nega sentir aflição sobre o futuro. Quem a conhece garante que a tranquilidade é genuína. A ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, com quem a senadora criou relação de confiança a ponto de fazê-la posar para foto ao lado de uma vaca em feira agropecuária, resume:

    — Kátia Abreu não tem medo de ser Kátia Abreu. Sacode a poeira e dá a volta por cima.”

    Foto: Reprodução

  • “Eu não mudei de lado”, diz Kátia Abreu em entrevista

    Veja abaixo a íntegra da entrevista concedida pela senadora às Páginas Amarelas da revista Veja

    “Eu não mudei de lado”

    A senadora explica por que apoiou Dilma Rousseff até o fim, mesmo contrariando seu partido e sua base eleitoral
    Por Thaís Oyama

    Desde muito antes de ser chamada pelo PT de “ruralista reacionária” e “rainha da motosserra”, a senadora Kátia Abreu já era boa de briga. Aos 25 anos, quando seu marido, fazendeiro, morreu em um acidente de avião, ela ignorou o conselho dos irmãos para abrir “um negócio de mulher” e assumiu a administração das terras que ele deixou, no Tocantins. Seis anos depois, era presidente do sindicato rural da segunda maior cidade do estado. Em 2008, já senadora pelo DEM, foi eleita presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a primeira mulher a ocupar o posto. No impeachment de Dilma, de quem foi ministra e se tornou melhor amiga, Kátia voltou a comprar briga, mas, desta vez, cerrando fileiras com petistas. Do processo, saiu rompida com a CNA, criticada por produtores rurais e ameaçada de expulsão por seu partido, o PMDB, agora no poder. Nesta entrevista, ela explica as razões pelas quais ficou com Dilma até o fim, fala dos erros e ressentimentos da agora ex-presidente e diz que os últimos meses lhe ensinaram “que não existem esquerda e direita, mas problemas a ser resolvidos e causas pelas quais vale a pena lutar”.

    Ao apoiar a ex-presidente Dilma até o fim, a senhora ficou isolada no PMDB, perdeu a presidência da CNA e até parte do apoio do setor agrário. Por que sustentou uma posição com tantos prejuízos políticos?
    Isso tudo pode até ter acontecido, mas fico indignada quando as pessoas dizem: “Ela está fazendo isso porque é amiga da Dilma”. Primeiro, não defenderia ninguém em quem não acreditasse, mesmo sendo amiga. Segundo, eu não era amiga da Dilma, não fiz parte da história dela, não fui presa com ela. O que aconteceu foi que ela, como presidente, me deu liberdade e meios para fazer no Ministério da Agricultura tudo o que sempre sonhei. Ela me conquistou pelo atendimento que deu ao meu setor, a começar pela aprovação do Código Florestal, que pôs fim a dezessete anos de desespero dos produtores rurais, criminalizados, humilhados. A amizade começou com uma relação pragmática, e cresceu a partir daí. Depois, o mandato de senadora e o mandato da CNA fazem parte da minha vida, mas não são minha vida. Sou mãe, mulher, tenho netos, amigos, tenho valores dos quais não abro mão nem sob tortura.

    Há quem a acuse de mudar de lado para ficar com Dilma.
    É engraçado. O meu partido pertencia à base aliada do governo. Na reeleição de Dilma, o senhor Romero Jucá e o senhor Geddel Vieira Lima apoiaram quem? Aécio Neves. O meu partido é também o partido do vice-presidente da República. Mais: os que estão agora usufruindo o governo de Michel foram os que brigaram para que ele não fosse vice. E eu é que mudei de lado? A opinião pública e a imprensa também têm de decidir o que quer de nós, políticos. Se a pessoa não é ética e muda de posição, pau nela. Se é ética e mantém sua posição, é burra. Fui chamada por um jornalista de politicamente burra. “Você se destruiu, você cometeu suicídio político.” Veremos. A história dirá.

    A senhora vai continuar no PMDB?
    Não vou fazer movimento para ficar nem para sair. Quero ver se a democracia interna do PMDB funciona ou é da boca para fora. Não sou obrigada a fazer o que o PMDB acha que tenho de fazer. Mesmo porque não mudei de lugar. Não fui apoiar outro presidente, não desobedeci à convenção nacional, como o senhor Jucá, o senhor Geddel, os Picciani e companhia limitada, que apoiaram o Aécio. Então, por que só comigo? Quero ver se são democratas. Durante esse tempo, não fiz nenhum ataque pessoal ao Michel ou ao partido. Só respondi mal ao Jucá porque ele falou que eu iria virar líder do MST. Eu disse que ele já era mundialmente conhecido como líder do movimento para abafar a Lava-Jato. Isso saiu no Le Monde. Então, vou aguardar para ver o que o partido vai fazer, se vai me expulsar.

    A senhora acreditou em algum momento que seria possível reverter o resultado do impeachment?
    Acreditei. Tinha muita gente insatisfeita. Até segunda-feira, cheguei à noite em casa e tínhamos os 29 votos, todos conversados, com Dilma, comigo e com outros.

    A ex-presidente acreditava?
    Menos que nós, era mais cética.

    Ao trabalhar para preservar os direitos políticos de Dilma, a senhora pode ter criado a brecha para beneficiar outros políticos enrolados, como Eduardo Cunha. Isso é bom?
    Você acha justo dizer: “Não vou dar esse salvo-conduto a você porque senão fulano vai sair beneficiado”? Aí, eu enterro você por causa de fulano? Isso não é justo. Depois, cabe aos deputados avaliar o caso de Cunha na hora de votar a cassação. É uma questão de consciência de cada um. Além disso, Cunha será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e, de qualquer maneira, não poderá ser candidato.

    Dilma quer se candidatar?
    Um dia, brinquei com ela: “Quer ser candidata no Tocantins? Eu teria o maior prazer em apoiá-la para concorrer a senadora, a deputada”. Ela disse: “Kátia, nunca mais”. Mas, quando apresentei o destaque para votar sobre os direitos políticos, não pensei em candidatura de Dilma. Só achei que era uma pena muito forte para a biografia dela. A preservação dos direitos políticos ameniza isso.

    Mas a senhora alegou questões práticas em seu discurso.
    Porque elas existem. Dilma vai fazer o que da vida? Onde ela vai trabalhar? Ela pensa em dar aula em faculdade, aqui, lá fora. Ela me disse: “Acho que vão me convidar”.

    Que conselhos a senhora gostaria que ela tivesse ouvido?
    O de se dedicar um pouco mais à política. Ela deveria ter dialogado mais. Às vezes, você tem de dizer “não”, mas, se você conversa mais, acaricia mais acaba compensando esse ”não’: Políticos são assim. Agora, é preciso lembrar que ela conviveu bem com o Congresso no primeiro mandato. Portanto, ela não deveria ser tão ruim assim. A grande diferença para o segundo mandato se chama Eduardo Cunha. Aí vão dizer: “É muito simples pôr toda a culpa nesse rapaz”. E eu direi: “Só quem convive com ele sabe do que ele é capaz’: Ele é hediondo. Hediondo.

    É de quem Dilma mais se ressente?
    A pessoa de quem ela mais se ressente é Michel. Ela me disse: “Kátia, eu confiei nesse moço, ele era o meu segundo! Eu o coloquei na coordenação política. Como ele pode dizer que era um vice ‘decorativo’? Mais que isso, só se eu desse o meu lugar para ele, que era o que ele queria e eu não estava entendendo”. No começo, ele estava mais contido. Eu mesma disse a ele: “Michel não mova um dedo para esse impeachment andar. Se tiver de acontecer, vai acontecer”. Ele se conteve até a apresentação do projeto Uma Ponte para o Futuro, do PMDB. Aquilo não foi um conjunto de orientações econômicas para ajudar o governo da Dilma, como disseram. Foi a senha para o impeachment. A partir dali, ele partiu para a conspiração.

    É isso que Dilma acha?
    Sim. O Michel foi a única pessoa de quem eu a ouvi fazer esse tipo de comentário.

    Mas ele não foi o único a trai-la.
    Mas foi quem mais a decepcionou.

    Em que momento a senhora viu Dilma mais abatida?
    No resultado da Câmara, quando terminou a sessão. Ela esperava ganhar lá. Todos nós esperávamos. O povo que votou contra ela estava na casa dela no dia anterior! Por aí dá para ver que impeachment é esse. Dá para ver a convicção de boa parte dos que votaram contra ela.

    A senhora foi ministra da Agricultura de Dilma. O que uma representante da direita aprendeu no governo de esquerda?
    Aprendi a ver as coisas de um ponto de vista menos limitado, porque política pública é para todos. A direita pensa que o povo só quer lhe tomar as terras. A esquerda pensa que os produtores só pensam em dinheiro. Ganhar dinheiro é importante, o direito de propriedade é importante. Mas existem outras bandeiras que precisam ser observadas. A questão ambiental, por exemplo. Alguém hoje tem coragem de negar isso? Isso é bandeira de esquerda por acaso?

    Não é?
    A disputa ideológica atrapalha muito. Enquanto a Marina Silva era ministra, o que aconteceu com a questão ambiental? Os produtores não aceitavam falar do assunto, porque achavam que era implicância dela. Ela transformou a questão em ódio para nós. Quando a lzabella Teixeira entrou, começamos a entender que do lado de lá também havia questões importantes a considerar. Acho que colaborei bastante para isso. Agora, há radicalismo dos dois lados. No setor agrário, o radicalismo é forte com relação ao direito de propriedade. Tanto que, quando um único cidadão disse no Palácio do Planalto que iria invadir terras e a Dilma o cumprimentou, para eles, os produtores rurais, foi como se ela tivesse dado o aval para a invasão. Foi a leitura que fizeram. Uma única frase e tudo o que Dilma fez para os produtores se esvaiu. E tentaram me transformar em “inimiga do setor”.

    A senhora já declarou que gostaria de ser presidente da República. A ideia continua no seu radar?
    Hoje o horizonte está tão difícil. É preciso esperar baixar a poeira, não dá para ser candidata de si mesmo. Dilma saiu da fase de alfabetização na política para o doutorado. Itamar estava lá quieto e o titular foi impichado. O outro era metalúrgico, sem estudo, pobre… Já disseram que presidência é destino. Eu adoraria participar de um debate nacional, independentemente de resultados.

    Como Lula, a senhora não nasceu rica.
    Eu era de classe média baixa. De comer arroz, feijão e tomate. Carne era pouca. Meu pai se separou da minha mãe quando eu tinha 10 anos. Éramos três filhos, mais meu avô e minha avó. Minha mãe, sozinha e sem profissão, foi fazer vestibular. Fez curso de psicologia, fez cortina, fez roupa de criança. Uma guerreira, ela me inspira muito.

    A senhora tem um fraco por mulheres fortes, não?
    É verdade. Tenho uma identificação grande com a Dilma, inclusive na braveza. Nós somos bem parecidas, da mesma estirpe.

    A senhora foi considerada uma ministra da Agricultura competente. Diria que Dilma foi uma presidente competente?
    Em 2014 ela cometeu o erro de demorar a perceber que aquele modelo tinha vencido. Passou um pouco da hora. Aquele modelo de aquecer a economia via Estado não funcionava mais. e ela demorou um pouco para perceber.

    Ela acha isso?
    Acha, sim, senhora. Pode não dizer com todas as letras e da forma como as pessoas gostariam que ela dissesse, mas ela reconhece isso.

     

    Foto: Sergio Dutti / Veja

  • Entra em vigor proposta de Kátia Abreu que aumenta oferta de crédito para a agricultura

    Mecanismo foi estudado durante gestão da senadora à frente do Ministério da Agricultura

    Entrou em vigor nesta sexta-feira (2) a Lei 13.331/2016, que permite a emissão de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) com correção pela variação cambial de outras moedas. A proposta, apresentada pela senadora quando estava à frente do Ministério da Agricultura, foi aprovada pelo Congresso Nacional sem alterações.

    A lei, que tem origem na Medida Provisória 725/2016, possibilita novas formas de financiamento da produção agropecuária. Foi uma das últimas medidas editada pela presidente Dilma Rousseff e atende à demanda crescente do setor por crédito.

    A partir de agora, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio, que sempre existiram, poderão ser lastreados em dólar. Com isso, as agroindústrias exportadoras do país vão poder tomar financiamento internacional com juros mais baixos. Na prática, o produtor ganha liberdade e mais opções de crédito, uma vez que agora poderá emitir suas letras de crédito diretamente na cooperativa. Além disso, abre possibilidade para investidores estrangeiros financiarem a agropecuária brasileira.

    “É uma condição de financiamento muito moderna e é a primeira vez que o Brasil permite esse lastreamento em dólar. Estimamos entrada de US$ 30 bilhões em financiamento para o agronegócio no país. É um marco importantíssimo em termos de diversificação de fonte de financiamento para o nosso setor”, explicou a senadora.

    O texto enviado pela presidente Dilma Rousseff – negociado à época pelos então ministros Kátia Abreu e Nelson Barbosa (Fazenda) – foi aprovado na íntegra pelos deputados e senadores. “O montante atual de crédito disponibilizado atende a cerca de apenas 30% da necessidade, o que tem obrigado os produtores a buscarem mecanismos alternativos de financiamento. Essa medida é motivo de comemoração para o setor”, completou a senadora.

    Kátia Abreu comemorou a aprovação da medida durante sessão do Senado no último dia 31. Assista:

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

  • Senadora comenta julgamento da presidente Dilma Rousseff

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) reiterou a confiança em Dilma Rousseff e disse ser justa a manutenção dos direitos políticos da presidente, conforme deliberado pelo Senado Federal nesta quarta-feira (31).

    “Infelizmente hoje o Senado Federal decidiu tirar o mandato da presidente Dilma Rousseff. Apesar da injustiça que essa medida representa, tivemos uma vitória parcial: a manutenção dos seus direitos políticos. Peço a Deus que ilumine o caminho da presidente. Tenho muita gratidão por ela ter me dado o orgulho e a honra de ser a primeira ministra da Agricultura do Brasil. Desejo a Dilma muita luz, paz e um caminho de reconhecimento no futuro”.

    Assista ao vídeo:

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

  • Câmara aprova proposta de Kátia Abreu para emissão de letras de crédito em moeda estrangeira

    Medida representa novas formas de financiamento do setor agropecuário

    O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (29), sem alterações, uma proposta apresentada pela senadora Kátia Abreu que possibilita novas formas de financiamento da produção agropecuária. A Medida Provisória 725/2016, editada quando a parlamentar estava à frente do Ministério da Agricultura, autoriza cooperativas de crédito a emitir Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) indexados em moeda estrangeira, possibilitando participação de investidores externos no financiamento do setor.

    O texto enviado pela presidente Dilma Rousseff – negociado à época pelos então ministros Kátia Abreu e Nelson Barbosa (Fazenda) – foi aprovado na íntegra pelos deputados e seguirá agora para análise do Senado. A proposta permite a emissão de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) e de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) indexados em moeda estrangeira, desde que integralmente lastreados em recebíveis na mesma moeda.

    Na prática, o produtor ganha liberdade e mais opções de financiamento, uma vez que agora poderá emitir suas letras de crédito diretamente na cooperativa. Além disso, abre possibilidade para investidores estrangeiros financiarem a agropecuária brasileira.

    “Esse mecanismo foi estudado enquanto estávamos no Ministério da Agricultura em atendimento à crescente demanda por novas fontes de financiamento”, destacou a senadora. “O montante atual de crédito disponibilizado atende a cerca de apenas 30% da necessidade, o que tem obrigado os produtores a buscarem mecanismos alternativos de financiamento. Essa medida é motivo de comemoração para o setor”, completou.

     

    Foto: Mapa

  • Impeachment: “Dilma Rousseff é a presidente que mais fez pela agricultura”, diz Kátia Abreu

    Senadora foi a primeira a participar do interrogatório da presidente durante sessão no Senado

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) foi a primeira parlamentar a participar do interrogatório da presidente Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (29), durante julgamento do processo de impeachment. Kátia Abreu defendeu o pagamento das subvenções ao Plano Safra, reiterou que não há “pedaladas” nas ações da presidente e destacou os avanços obtidos pelo setor agropecuário durante a gestão de Dilma.

    Kátia Abreu disse ter “orgulho” em ter sido a primeira mulher a chefiar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e destacou que, com Dilma Rousseff, a pasta foi alçada ao primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios.

    “Sua sensibilidade com os problemas do setor e o seu compromisso com a solução de tudo o que tive a chance de lhe apresentar foram definitivos para que eu tivesse a certeza absoluta de que a senhora é a presidente que mais atenção deu ao agronegócio brasileiro, nas últimas três décadas. Uma atenção que se traduziu em ações. Não só em palavras, mas em resultados”, afirmou.

    A senadora apresentou números que mostram o amplo apoio da presidente ao setor. Os recursos destinados à agricultura durante os últimos cinco anos acumularam R$ 905 bilhões, sendo R$ 43 bilhões pagos em subvenções e R$ 15 bilhões em Agricultura de Baixo Carbono. O valor bruto da produção neste período somou R$ 3 trilhões.

    “E ainda não posso deixar de me lembrar do seu esforço e empenho pessoal em tirar os produtores rurais da criminalidade através da mudança do Código Florestal Brasileiro. Eu fui testemunha de que a senhora comandou pessoalmente uma luta que criminalizava, humilhava e denegria a imagem dos produtores rurais por mais de 15 anos”, ressaltou.

    Para Kátia Abreu, o impeachment é uma “conspiração que nasceu da vingança sórdida de Eduardo Cunha e ganhou forma na ganância sem limites de um pequeno grupo pelo poder”.

    “A história do Brasil vai contar aos brasileiros de hoje e do futuro o que nós estamos assistindo aqui. Em 24 anos, dois impeachments. Os americanos, em 180 anos, nunca aprovaram um”, concluiu.

    Veja a evolução do Plano Agrícola e Pecuário de 2011 a 2016:

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    Assista à participação da senadora durante interrogatório da presidente Dilma:

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

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