• “Operação da PF pode representar atraso de dez anos ao setor de carnes”, diz Kátia Abreu

    Em pronunciamento no plenário, senadora afirmou que setor de carnes brasileiro será prejudicado por vaidade, arrogância e abuso de autoridade de um pequeno grupo da Polícia Federal

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) subiu à tribuna do Senado nesta terça-feira (21) para defender o setor de carnes brasileiro e criticar a forma de divulgação da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. O setor, de acordo com a senadora, poderá retroceder em dez anos e ter perda de cerca de US$ 5 bilhões, caso as restrições internacionais à carne brasileira sejam mantidas.

    “Tentaram, com uma ação medíocre, infantil e baixa, destruir um dos setores mais importantes deste País”, afirmou. “É um pesadelo ver a imagem ferida de um filho pródigo, que é a pecuária brasileira, que nós construímos a centenas de mãos”, completou.

    Kátia Abreu lembrou que, quando estava à frente do Ministério da Agricultura, promoveu a carne brasileira no exterior e derrubou 100% das barreiras internacionais impostas ao produto, colocando fim ao embargo de países como Japão, Arábia Saudita e Estados Unidos. A parlamentar disse se sentir “derrotada” com os danos causados pela Operação Carne Fraca ao setor.

    “Praticaram crime de lesa-pátria. Como Ministra, percorri o mundo quase três vezes para abrir as portas para a carne do Brasil. Nós, com a credibilidade da nossa sanidade e do nosso Ministério, conseguimos abrir tudo. E essa ação da Polícia Federal pode nos dar um atraso de quase dez anos na nossa vida, na nossa história, por vaidade, por arrogância, por abuso de autoridade”, afirmou.

    A parlamentar ainda destacou o trabalho robusto e eficiente realizado pelo sistema de inspeção brasileiro e pelos técnicos e servidores do Ministério da Agricultura. Lembrou que a cadeia produtiva de proteína brasileira é a mais organizada do mundo, com reconhecimento internacional. “Em um exército de 11 mil servidores, apenas 33 servidores não podem apagar essa memória e manchar o Ministério da Agricultura, não vão manchar o nome de uma das coisas mais preciosas em todo o País. Não vamos permitir”.

    Por fim, a senadora pediu que todos se unam em defesa da pecuária brasileira, setor que representa 21% do agronegócio nacional e gera 7 milhões de empregos diretos. A produção de aves e de suínos gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos e tem receita de exportações de 8,1 bilhões de dólares, equivalentes a 10% do PIB do agro.

    “Vamos nos unir para mostrar para o mundo que nós temos brio e competência, que nós sabemos o que estamos fazendo. Vamos estar do lado do Brasil, do lado dos produtores rurais, do lado dos empresários e dos servidores do Ministério da Agricultura. Vamos expurgar essa minoria, essa minoria que tentou destruir o País, que não pensou duas vezes além do seu próprio bolso, dos eu próprio interesse em colocar em risco uma coisa tão preciosa para nós, brasileiros”, discursou.

    Assista à integra do pronunciamento da senadora:

    Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

  • Kátia Abreu fala às 14h sobre investigação da Polícia Federal nos frigoríficos

    A senadora Kátia Abreu-PMDB, ex-Ministra da Agricultura e presidente licenciada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), faz nesta terça (21) a partir das 14 horas, pronunciamento na tribuna do Senado Federal sobre as investigações da Operação Carne Fraca.

    A senadora Kátia Abreu já está inscrita na ordem do dia dos pronunciamentos no Senado, devendo ocorrer entre 14 horas e 14h30. O pronunciamento é aguardado em função das ações da Senadora tanto na CNA quanto no Ministério da Agricultura e o trabalho que realizou para a abertura de mercados internacionais à carne brasileira.

    Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

  • “Não temos condições éticas e morais de votar a Reforma da Previdência como está”, diz Kátia Abreu

    A senadora Kátia Abreu defendeu na noite desta quinta-feira (17) redução das desonerações fiscais como forma de melhorar o projeto de reforma da Previdência. As despesas tributárias impactam um total de R$ 157 bilhões nos recursos da Seguridade Social, disse a Senadora. “O Brasil se tornou numa República corporativa. As desonerações hoje representam 4,2% do PIB”, argumentou.

    A parlamentar defendeu ainda cobrança da dívida previdenciária das empresas, equivalente a R$ 400 bilhões. “Apenas 3% das empresas são responsáveis por 63% desse montante”, esclareceu a Senadora. “Em 2016, só recuperaram R$ 4 bilhões e apenas R$ 2,7 bilhões em 2015”, citou, ressaltando que essa cobrança certamente nortearia uma reforma na Previdência menos prejudicial à população.

    O Seminário foi realizado em Palmas, na sede da Organização dos Advogados do Brasil (OAB), e contou com a presença do presidente da entidade, Walter Ofugi e cerca de 500 pessoas (interessados, advogados e estudantes de direito). Ofugi ressaltou a participação da Senadora. “Única política que se dispôs a enfrentar a discussão com a sociedade”, disse o dirigente.

    A senadora garantiu, entretanto, que os benefícios continuados (aposentadorias de idosos e deficientes) não serão atingidos pela reforma, especialmente na sua relação com o salário mínimo. Ela citou que a há 130 artigos da Constituição sem serem regulamentados e um deles é justamente o que define o que é uma pessoa deficiente. E que teria, ainda ontem, em audiência com o presidente da República, Michel Temer, alertado para as dificuldades de aprovação em função da resistência da população. “Pagar 49 anos para se aposentar não é possível”, disse.

    “No Brasil há 12 milhões de desempregados e outros 12 milhões que já deixaram de procurar emprego”, salientou. De acordo com a senadora, a inflação está baixando devido à redução do consumo. Acrescentou ainda que 50% das pessoas atingidas pela Reforma da Previdência tal como colocada moram nas regiões Norte e Nordeste do país. “Não temos condições éticas e morais de votar essa reforma como está”, disse Kátia Abreu, ressaltando que informou isto ao Presidente da República.

    Segundo a parlamentar, o assunto está na pauta há mais de um ano. “Não há problema em fazer reforma, as leis precisam mesmo ser reformadas, o problema é que às vezes só se observa isto de um ponto de vista da economia. Mas a matéria tem outros componentes”.

    Kátia Abreu também destacou que a Previdência teve no ano passado receitas de R$ 677,1 bilhões e despesas de R$ 774,3 bilhões, o que possibilitou um déficit de R$ 97,1 bilhões. Citou ainda o déficit da Previdência pública (dos servidores) da ordem de R$ 72 bilhões (sendo 49% dos civis e 44% nos militares).

    Foto: Vasco Alves

  • Kátia Abreu cobra informações sobre obras viabilizadas por suas emendas parlamentares

    Com a finalidade de prestar contas de suas atividades à população, a senadora Kátia Abreu tem, nos últimos dias, solicitado dos gestores públicos informações acerca do andamento de obras e convênios realizados no poder público por intermédio de sua ação parlamentar nos Ministérios ou de suas emendas parlamentares.

    A Senadora pediu à Secretaria de Agricultura do Estado informações sobre o cronograma de execução e o local de instalação de tanques de resfriamento de leite, referente ao convênio 781963/2012, oriundo de recursos de programação do Ministério da Agricultura, indicados pela parlamentar.

    Da presidência do Itertins, a senadora Kátia Abreu pediu informações também sobre o cronograma de execução, local de instalação e previsão de conclusão de convênio 772342/2012, ainda oriundo de recursos do Ministério da Agricultura, viabilizados pela parlamentar.

    Já na Secretaria de Saúde doestado, a senadora Kátia Abreu, por intermédio de oficio, solicitou a informação de quais municípios foram contemplados com gabinetes odontológicos, oriundos de suas emendas parlamentares, proposta 25053.117000/1110-01, indicada à Secretaria de Saúde pela Senadora.

    A senadora Kátia Abreu também solicitou do prefeito Ronaldo Dimas, de Araguaína, informação sobre o cronograma de execução e a previsão de conclusão das obras dos convênios e contratos de repasse oriundos de recusos de programação e emendas individuais indicados pela parlamentar àquele município.

    Na lista, a construção de Unidade de Beneficiamento de Leite e Derivados para a Vallecoop (R$ 975 mil) , construção do Centro de Acolhimento de Dependentes Químicos (R$ 1 milhão), construção de Escola de Tempo Integral (R$ 12,2 milhões), construção do Centro Especializado em Reabilitação e Oficina Ortopédica (R$ 5,250 milhões) e a construção do Mercado Público (feirinha), na ordem de R$ 4,485 milhões.

    Já em Gurupi, a senadora Kátia Abreu pediu à prefeitura informações sobre o cronograma de execução e a previsão de conclusão das obras, dos convênios e contratos de repasse oriundos dos recursos de programação dos Ministérios da Agricultura e Turismo.

    A relação inclui o Parque Tecnológico Agropecuário e equipamentos (R$ 975 mil), a ampliação e reforma da feira do produtor (R4 3,9 milhões) e a construção do parque linear nascente do Mutuca (R$ 1,462 milhões).

    Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião deliberativa com 22 itens. Entre eles, o PLC 54/2016, que estabelece medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal. Logo depois, a comissão avalia a política do Sistema Tributário Nacional.
    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

  • “Precisamos conhecer o verdadeiro tamanho do rombo da Previdência”, diz Kátia Abreu

    Senadora assinou pedido para criação de uma CPI que investigará rombo nas contas da Previdência Social

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) afirmou nesta quarta-feira (15) que a CPI da Previdência tem o objetivo de esclarecer o verdadeiro rombo existente nas contas da Previdência Social. Ela assinou o requerimento pela criação do colegiado.

    “Essa CPI da previdência não tem objetivo especifico de buscar corrupção, o que nós queremos é conhecer o tamanho verdadeiro do rombo da Previdência. A população brasileira merece isso”, afirmou a parlamentar em plenário.

    Kátia Abreu destacou ainda que outros presidentes da República já fizeram reformas da Previdência no passado. “Não tem importância fazer reforma, desde que conheçamos os valores e os números e façamos alterações razoáveis e que tirem apenas o suor e não o sangue da população brasileira”, disse. “É justo com a população e com o Congresso Nacional, até para fazermos uma reforma adequada”, completou.

    A criação da CPI, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), depende de apoio de ao menos 27 senadores. Até o momento, o parlamentar já coletou 47 assinaturas. O objetivo é fazer uma radiografia dos números da Previdência dos últimos 20 anos.

    Assista à íntegra do pronunciamento da senadora:

    Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

  • Kátia Abreu vai presidir Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal

    Colegiado formado por senadores e deputados vai se debruçar sobre os dispositivos da Constituição Federal que ainda permanecem sem regulamentação

    A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) será a presidente da Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal. A escolha foi anunciada nesta terça-feira (14) pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, que elogiou a atuação da parlamentar.

    “Eu faço a indicação com muita satisfação. É, sobretudo, uma homenagem a uma das parlamentares que mais colabora no dia a dia dessa Casa para o aperfeiçoamento institucional”, disse o líder.

    Plenário do Senado

    A comissão vai se debruçar sobre os dispositivos da Constituição Federal que, apesar de terem sido promulgados há quase 30 anos, ainda permanecem sem regulamentação. Na prática, essa lacuna muitas vezes resulta em impedimento para que cidadãos usufruam de direitos constitucionais. De acordo com Calheiros, há atualmente 130 dispositivos nesta situação.

    O colegiado será misto, composto por deputados e senadores, e formado por 11 titulares e 11 suplentes. O trabalho pode resultar na eliminação de dezenas de normas obsoletas.

     

     

    Foto 1: Marcos Oliveira/Agência Senado
    Foto 2: Jefferson Rudy/Agência Senado

  • Dinheiro do Compra Direta vai dobrar em 2017: R$ 26 milhões para os pequenos produtores rurais

    Senadora Kátia Abreu reuniu-se com ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e o secretário nacional de Segurança Alimentar, Caio Rocha, para discutor assuntos de interesse da população do Tocantins

    Em reunião no Ministério do Desenvolvimento Social, na tarde desta terça, 14, a senadora Kátia Abreu recebeu do Secretário Nacional de Segurança Alimentar, Caio Rocha, a informação de que o Ministério vai destinar em 2017 o montante de R$ 26,9 milhões para o Programa Compra Direta no Estado.

    O valor é o dobro dos R$ 12,9 milhões liberados no ano passado, que atendeu a 7.292 produtores rurais. “Se dobrou o valor dos recursos, vai dobrar também o número de produtores beneficiados”, disse a parlamentar, que ressaltou ainda a importância dos recursos para os pequenos produtores da agricultura familiar.

    Kátia Abreu pretende realizar em abril um grande seminário no Estado para capacitar prefeitos e gestores para adesão ao Compra Direta. “Há muita dificuldade dos prefeitos e nós vamos fazer um treinamento com técnicos especializados para ajuda-los a se beneficiarem do programa”, disse a parlamentar.

    FOTO 2 - SECRETARIO CAIO ROCHA - COMPRA DIRETACriança Feliz
    A senadora Kátia Abreu também esteve no Ministério do Desenvolvimento Social fazendo gestões sobre demandas de interesse do Tocantins. Do ministro Osmar Terra recebeu a garantia de que no Tocantins nove mil famílias de 43 municípios serão beneficiadas com o Programa Criança Feliz, do governo federal.

    O programa tem a finalidade de levar técnicos capacitados às casas das famílias para mostrar aos pais a maneira correta de estimular o desenvolvimento dos filhos. Os objetivos diretos, dentre outros, são promover o desenvolvimento infantil integral, apoiar a gestante e a família, cuidar da criança em situação de vulnerabilidade até os seis anos de idade e facilitar o acesso das família atendidas às políticas e serviços públicos.

    A senadora Kátia Abreu também discutiu com o ministro Osmar Terra as demandas de pagamentos de parcelas dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e outros investimentos sociais previstos para o Estado.

    Foto 1 – Senadora Katia Abreu e o ministro Osmar Terra e Secretário Caio Rocha
    Foto 2 – Senadora Katia Abreu e o secretário Caio Rocha.

    Fotos: Diego Araujo Silva

  • Artigo: À mesa, com ou sem Trump

    Leia a íntegra do artigo da senadora Kátia Abreu publicado na Folha de S. Paulo de 13 de março

    “Profundas mudanças na ordem internacional estão em curso, e a ascensão de Donald Trump nos Estados Unidos, antes de ser causa, é consequência dessas transformações.

    Entre os americanos, muitos estão insatisfeitos com o modelo de economia globalizada, no qual empresas decidem onde querem produzir. É por isso que várias das promessas do novo presidente vêm sendo diligentemente cumpridas. No entanto, o que soa catastrófico para alguns pode ser, para outros, uma imperdível oportunidade.

    Exemplo disso é a saída dos EUA da Parceria Transpacífico (TPP). Sem participar do bloco, o Brasil estava na iminência de perder espaço em mercados importantes. Com os EUA fora, temos possibilidade de incrementar nossas exportações para os países do pacífico e de negociar acordos comerciais com economias como Japão e Coreia do Sul.

    É necessário, contudo, que os exportadores brasileiros estejam preparados para voltar à mesa e ocupar o espaço aberto a produtos nos quais somos competitivos, como os agropecuários.

    Não podemos achar que “ganhamos tempo” com esse abalo da TPP. Precisamos agir com rapidez, porque logo os EUA passarão a negociar acordos bilaterais com países asiáticos, em substituição ao bloco.

    O movimento das placas tectônicas do comércio mundial provocado pela era Trump já afeta também a relação bilateral com o México e a China. Importantes parceiros dos EUA e também do Brasil, esses dois países terão de buscar alternativas para preencher a lacuna a ser aberta nas suas operações de comércio e investimentos, caso as promessas do atual líder norte-americano continuem sendo levadas a efeito.

    Mais uma vez, nosso país precisará estar pronto para aproveitar as oportunidades que surgirão à frente. Como? Vivemos tempos em que a informação é um dos bens mais preciosos para operações comerciais exitosas. Não dá mais para seguirmos apenas reagindo aos mercados, simplesmente vendendo para aqueles que nos procuram.

    A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), por exemplo, não pode continuar fazendo serviço braçal em pleno século 21; tem que pensar estrategicamente pelo agronegócio.

    Em 2015, durante minha gestão como ministra da Agricultura, dei início ao desenvolvimento de um sistema de inteligência econômica e comercial para o agronegócio.

    Ao conhecer o Departamento de Agricultura dos EUA, que conta com mais de 800 economistas PhDs dedicados exclusivamente a análises de tendências de mercado para os produtos agrícolas, percebi que o Brasil tinha capacidade e necessidade de estruturar algo semelhante.

    Os quadros técnicos do Ministério da Agricultura -incluindo as adidâncias agrícolas no exterior e as instituições vinculadas, como Conab, Embrapa e Inmet- contam com especialistas do mais alto nível que podem se dedicar ao trabalho de inteligência estratégica. Temos de usar de maneira mais eficaz as informações disponíveis.

    O peso das exportações do agronegócio brasileiro não pode ser negligenciado neste momento em que a economia busca se recuperar. Com Trump ou sem Trump, o trabalho de inteligência estratégica não deixará de ser prioridade para os EUA. Por lá, a pasta da agricultura tem o segundo maior orçamento do governo, perdendo somente para o setor de defesa e segurança.

    Está claro que os EUA irão rever todos os seus acordos comerciais para beneficiar os norte-americanos -aliás, foi exatamente isso o que disse o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, em recente entrevista. Eles têm dados e informações para negociar. E o Brasil, com o que se sentará à mesa?

    KÁTIA ABREU, agropecuarista, é senadora (PMDB – TO). Foi ministra da Agricultura (governo Dilma Rousseff)”

  • Kátia Abreu discute com 61 prefeitos consórcio para asfalto e recapeamento

    Recursos são oriundos de emendas da Senadora e verbas extras viabilizadas pela parlamentar no Ministério da Integração Nacional

    A senadora Kátia Abreu reuniu na tarde desta segunda-feira (13) em Palmas, 61 prefeitos das regiões Sudeste, Sul , Norte e Bico do Papagaio para discutir o consórcio que atenderá aos municípios com recapeamento e asfaltamento. A reunião teve como finalidade repassar explicações sobre os consórcios aos prefeitos, independente de partido político.

    O projeto deve atender, ao final, cerca de 92 municípios nos dois grupos criados. “Não vou interferir nos consórcios, vocês é que o administrarão, estão aqui prefeitos de todos os partidos, independente se é adversário ou não, o interesse é a população”, disse a senadora.

    Os recursos iniciais já garantidos – R$ 5,6 milhões (para máquinas) e R$ 3 milhões (para aquisição do asfalto) – por emendas extras da senadora Kátia Abreu podem ser elevados em mais R$ 3 milhões, prometidos pelo Ministério da Integração Nacional à parlamentar na semana passada. Os recursos serão liberados via Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

    Os municípios serão divididos em dois grupos em um mesmo consórcio presidido pelo prefeito Arthur Maia, de Santa Rita, que abriu o consórcio já formado para a participação dos outros municípios, em função da necessidade de um CNPJ e do prazo que seria necessário para a formação de um novo consórcio.

    Pelas demandas informadas pelas prefeituras à senadora Kátia Abreu, o grupo I (formado por 49 municípios do Sul e Centro-Oeste do Estado) necessita de 2 milhões de metros quadrados de asfalto novo e outros 2 milhões e meio de metros quadrados de recapeamento. Já o grupo II ( formado por 43 municípios do Bico do Papagaio e da região Norte) tem uma demanda de 2 milhões e 300 mil metros quadrados de asfalto novo e 2 milhões e 700 mil metros quadrados de recapeamento.

    “O mais importante que quero deixar é a cultura do consórcio”, disse a Senadora aos prefeitos. “Se os pequenos produtores se agregam em cooperativas e aumentam sua produtividade, nas prefeituras a saída é o consórcio que depois pode ser estendido também para o setor de saúde pública”, ressaltou a senadora Kátia Abreu. “O consórcio passou a ser quase uma necessidade”, disse a parlamentar, ressaltando a importância da ação ser aprovada nas Câmaras Municipais.

    O prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, presente na reunião, ressaltou o rendimento dos consórcios, ele mesmo tendo criado um na região Sul do Estado. “Não tenho dúvida de que com o consórcio vocês serão aprovados em sua gestão”, salientou o prefeito dizendo que uma dos problemas que mais afetam a vida da população são ruas esburacadas. “É uma ótima estratégia”, disse o prefeito, elogiando a iniciativa de Kátia Abreu. “Com os consórcios o rendimento é três vezes maior”, acrescentou.

    Já o prefeito de Santa Rita, Arthur Maia, presidente eleito do consórcio, informou que a saída do consórcio é uma necessidade em função da pequena arrecadação da maioria dos municípios. Ele defendeu que sejam somados os recursos da senadora Kátia Abreu com as emendas dos deputados.

    Outro que defendeu a ação da senadora Kátia Abreu foi o deputado Amélio Cayres, que também participou da reunião. Ele falou aos prefeitos que o consórcio é importante, mas que vai fazer a diferença é a forma de administrar. “Vamos atender essa demanda independente de partido político”, acrescentou o deputado, informando a disposição de ajudar os prefeitos até mesmo reivindicando apoio do governo do Estado. “Se for possível nossa interferência suprapartidária, podem contar comigo”, falou Cayres.

    A mesma defesa foi feita pelo presidente da Associação dos Municípios do Bico, Damião Castro, prefeito de Axixá. Para ele, os prefeitos do Bico do Papagaio estão ansiosos para a sua realização. “Esse consórcio vai depender muito da gente”, salientou conclamando os prefeitos a trabalharem juntos.

    Outra prefeita presente, Ivoneide Barreto, de Itaguatins, defendeu a iniciativa da senadora Kátia Abreu salientando a importância do consórcio num momento de dificuldades por que passam as prefeituras.

    Fotos: Divulgação

  • Kátia Abreu cobra adequação da pauta de ICMS do governo com o preço de mercado

    “A pauta do ICMS do gado bovino é R$ 1.100 enquanto, no mercado, um bezerro é comercializado a R$ 900”, disse a Senadora. “Há quase um ano que não se corrige essa pauta”, completou

    A senadora Kátia Abreu defendeu na manhã desta segunda, 13, a adequação da pauta de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) praticada pelo governo sobre a comercialização do gado bovino. “A pauta não pode ser maior que o preço de mercado”, disse a Senadora a produtores e presidentes de Sindicatos Rurais reunidos no auditório do Sebrae Tocantins.

    Para a senadora, essa divergência é um dos três graves problemas por que passam os produtores tocantineses. “A pauta do ICMS é R$ 1.100 enquanto, no mercado, um bezerro é comercializado a R$ 900”, disse a Senadora. “Há quase um ano que não se corrige essa pauta”, emendou.

    A Senadora considerou o descompasso um ataque ao bolso do produtor rural e cobrou dos produtores um movimento estadual pela sua adequação. Para a parlamentar, outras duas questões necessitam ser solucionadas o mais rapidamente possível: a demora do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) em liberar licenças ambientais e a burocracia encontrada no Instituto de Terras do Tocantins (Itertins).

    Kátia Abreu também citou as dificuldades do produtor para retirar guias nas coletorias. “Eles não podem tirar a guia e não querem dar o bloco de notas fiscais”, informou a parlamentar cobrando uma informatização do sistema. “Ninguém deve brigar com o governo, mas se não pode retirar o direito de reclamar. Já fizemos em governos anteriores movimentos contra esse tipo de pauta de ICMS e essas dificuldades”, falou a Senadora, ilustrando que só em Gurupi são comercializados 10 mil bezerros por mês.

    “O produtor tem o direito de acompanhar de casa a tramitação do seu processo, não dá para ficar na mão de umas poucas pessoas”, salientou a parlamentar, para quem há muita gente “apresentando dificuldades para vender facilidades”, como denunciam os produtores rurais. “Minha preocupação são os produtores locais e os investidores que querem aplicar seus recursos no Estado e podem abandonar a ideia por causa desses problemas”.

    Escola de Líderes Rurais

    A senadora participou na manhã desta segunda de assinatura de termos de cooperação e convênios no lançamento da Escola de Líderes Rurais, uma parceria da Federação da Agricultura do Tocantins/Senar e Sebrae. A finalidade, conforme o superintendente do Sebrae, Omar Henneman, é capacitar líderes e presidentes de sindicatos rurais com aulas uma vez ao mês no período de um ano.

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    Na oportunidade, foi assinado um termo de cooperação e dois convênios. No primeiro, no valor de R$ 1 milhão, Sebrae e Senar realizarão o Negócio Certo Rural. Já no outro, de R$ 2,857 milhões, o SebraeTec dará assistências técnicas às propriedades rurais. Os convênios foram assinados pela senadora Kátia Abreu (presidente licenciada da FAET), Paulo Carneiro (presidente da FAET), Omar Henneman (Superintendente do Sebrae) e Jarbas Meurer (diretor do Sebrae).

    Fotos: Vasco Alves

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